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Carta #17 | como escolher melhor?

A primeira carta que eu enviei nessa newsletter completa um ano HOJE! Eu escolhi um dia propositalmente maluco, em que nossa caixa de entrada transborda publicidade, pra levar conversas mais humanas pra esse seu território digital. Eu queria fugir da manipulação de conteúdo feita pelas redes sociais pra termos um tempinho pra trocar com mais calma e significado. Esse tempo todo se passou e não tem sido gostoso preencher os espaços do facebook ou do instagram, justamente porque nesses canais é muito fácil que as ideias se percam e fique tudo parecendo apenas um espetáculo pra acumular corações vermelhos.

Por lá tem muita gente de-ses-pe-ra-da querendo que suas vidas sejam tão perfeitamente calculadas quanto da blogueira sustentável-ecológica-vegana, repetindo padrões que a gente critica tanto de consumo e opressão. Então resolvi fazer um (des)manual com algumas ideias que podem nos levar a fazer escolhas melhores focando no que é possível por agora.

// Conheça seus objetivos

Além do que dizem os estudos de tendências, algum movimento deve mexer com você de forma mais profunda. Quais projetos você gostaria de financiar? Por quem você gostaria de lutar? Quais são as suas causas? Primeiro faça um exercício de auto conhecimento, depois você pode tentar encontrar as soluções e ferramentas que te ajudem a lutar por elas.

// Pare de agir de forma automática

Quanto mais reproduzimos discursos que não são nossos, mais desumanizadas ficam as nossas ações. É preciso refazer conexões com a realidade e questionar. Se estamos buscando levar uma vida mais consciente precisamos pensar mais. É o que pode nos livrar de cair em erros e ações que tem efeito oposto ao que queremos.

// Saia da superfície

Não precisa fazer um doutorado, mas minimamente estudar os assuntos do nosso interesse é muito bom para escolher melhor. Entender a origem, o impacto (na sociedade, na cultura, no meio ambiente) e o valor do que levantamos como bandeira. Assim dá pra definir os próprios critérios de escolha e ter segurança e argumentos pra agir sozinho, desapegar de fórmulas prontas, da opinião das pessoas na internet.

// Diminua sua dependência

Pode ser que em algum momento próximo, a sobrevivência dependa da nossa capacidade de prosperar sem depender do que vem de fora do nosso espaço. Tem gente que acredita que é melhor começar a construir desde já um plano B que possa nos preparar pra esse momento. Isso quer dizer diminuir nossa dependência do supermercado, do petróleo, do carro ou do fast-food por exemplo. Já falei sobre os benefícios do fazer aqui (clique pra ler!) tem muito a ver com buscar autonomia.

Esse é mesmo um processo de dúvidas, e não de certezas. Quando você achar uma resposta, vão surgir outras perguntas. O que sabemos é que não podemos continuar agindo exatamente igual. E tem muito mais pra gente conversar em torno desse tema. Vamos continuar? Me conta quais são as suas táticas pra agir de forma mais acertada?

// Esse texto foi escrito originalmente para a minha newsletter. Para se inscrever, clique aqui.

Carta #4 | aprendendo sempre

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É muito provável que você tenha chegado aqui buscando por mudanças. E o início de um novo ciclo pode ser um momento muito propício pra gente fazer um balanço e repensar nossos hábitos e nosso estilo de vida! É certo que eu vou tentar ajudar como puder nessa tarefa, inclusive contando como fiz mudanças na minha própria vida, compartilhando conhecimentos e descobertas.

Saiba que mudanças levam tempo e normalmente requerem um pouco de adaptação. Esqueça a pressão da virada do ano, faça no seu tempo. Só assim as mudanças serão duradouras. Tenho observado a motivação das pessoas para mudar, buscando o lugar de onde vem a energia transformadora delas. Percebi que as pessoas que mais me convencem e encantam se movimentam não com um projeto que vai sair na capa da revista ou na manchete do jornal, mas por uma vontade que vem do peito, um sentimento legítimo e espontâneo, nada ensaiado.

Um motor de mudança para mim sempre foi o aprendizado, não sei se é porque sou muito curiosa ou se é um caminho comum para muita gente. Alguém disse que a gente nasce pronto e vai desaprendendo: que bom! Assim a gente tem essa brecha pra entrar em contato com novas ideias, conhecer novas pessoas! Eu acho mágico sentar em uma sala com a cabeça vazia, ao lado de outras pessoas buscando as mesmas coisas, e fazer minhas anotações, ouvir atentamente cada palavra, perceber cada gesto.

Fiz um compilado de ideias para aprender já. Se você aceitar esse convite pra encarar 2016 com o copo vazio me conta da sua experiência. Me conta também o que você gosta de aprender, quem sabe entra na minha lista pessoal?

// aprendendo a cozinhar

Eu acho que todo mundo deveria saber cozinhar, pelo menos uns cinco pratos de sobrevivência. Isso deveria fazer parte do currículo escolar. Eu, que já sou iniciada na cozinha, estou muito interessada nessa aula de culinária Síria que faz parte do Migraflix, uma ação que tem como objetivo aproximar brasileiros de imigrantes com workshops culturais. A gente pode trocar muito com quem deixou sua terra natal em busca de uma vida melhor.

// aprendendo a fazer

Quem assina a newsletter desde o comecinho tá cansado de saber que eu acredito muito no poder transformador de fazer as nossas próprias coisas, de entender custos, perceber quanto trabalho está envolvido na produção de alguma coisa (assim dá até pra comprar mais consciente quando for o caso!). O Sesc tem sempre cursos maravilhosos, mas essa programação de janeiro, chamada Pano Pra Manga tá especial: tem oficina de corte e costura, de transformação de velhas roupas em novas com as meninas do Roupa Livre e até de colares em cerâmica com a querida Dani Yukari.

// aprendendo a escolher melhor

Minha meta para esse novo ano é ajudar pessoas a fazerem escolhas melhores, seja na beleza, na moda ou na alimentação. Foi por isso que criei a Jornada de Beleza do Bem, para quem quer fazer escolhas de beleza mais conscientes, mais saudáveis e/ou mais amigas dos animais e ainda não sabe muito bem por onde começar. A jornada acontece em cinco encontros presenciais, mas eu quero adaptar em breve essa metodologia para workshops e até para quem não mora em São Paulo. Quem tiver interesse pode sinalizar respondendo a esse e-mail! ;)

// aprendendo a cultivar uma horta em casa

Que delicioso é utilizar na cozinha comidas plantadas por nós mesmos. Nem que sejam apenas temperinhos, a experiência de cuidar e colher é muito enriquecedora. E olha, não precisa de muito! Dá pra fazer no cantinho da janela, dentro de apartamento, em vasos ou canos de pvc! O viveiro de mudas orgânicas Sabor de Fazenda, em São Paulo, oferece vários cursos interessantíssimos e você já sai de lá com todos os apetrechos pra começar!

// aprendendo sem sair de casa

Confesso, tenho dificuldade com ensino a distância. Se eu não tenho que sair de casa, não me comprometo e acabo deixando o curso de lado. Mas os mais disciplinados podem aproveitar as centenas de cursos oferecidos pelo Coursera. Fui olhar os cursos disponíveis e já me apaixonei por três, mas minha indicação é esse: Greening the Economy.

// Esse texto foi escrito originalmente para a minha newsletter. Para se inscrever, clique aqui.